algo sobre nós
As vezes não dura nem uma hora, mas vale por todo o marasmo de uma semana de rotina. Eles unem-se aos gritos, empurrões e danças. O que realmente entendem por arte talvez nunca esteja num museu ou enciclopédia. É feito em lugares abafados, regado a muita transpiração e barulho incômodo.Mas, se até mesmo uma das disciplinas na faculdade diz que arte é o que mexe com o sensível, que nome dar a acordes sendo tocados da forma mais agressiva e raivosa mas que, ainda assim, conseguem emocionar jovens que talvez nunca se conhecessem não fosse a paixão que compartilham por essa forma de se tornar artistas?
Ele grita, ergue e gira os braços, aponta os dedos pro alto como se estivesse cantando as maiores verdades de sua vida. E está! Os versos escritos em algum quarto ou estúdio localizado a quilômetros de distância dele lhe parecem ter saído de suas canetas. Experiências parecidas, alguns dos mesmos sentimentos compartilhados e um estilo de vida comum, mas que foge ao entendimento das "pessoas comuns". O amigo que flutua por cima dele agora já é pai de família e quando volta ao chão eles se abraçam e estão com um sincero sorriso infantil estampado nas expressões. As cobranças do tempo poderiam ter feito que virassem cidadãos-padrão. Poderiam agora estar mortos em vida com pouco mais de 20 de idade e fazendo tudo que há poucos anos atrás rejeitavam em seus pais. Ou mesmo presos a alguma rebeldia estética(e apenas estética) que já anda estampada em qualquer peça de roupa da alameda das grifes. Mas talvez seja aquela opção pela arte suja que os faz se sentirem estupidamente vivos agora e ganharem mais um dia pra lembrar. Onde a distância entre artista, obra e público é inexistente.
Eles já possuem responsabilidades que os despertarão às 6 da manhã do dia seguinte. Mas os olhos úmidos de tanta euforia são sinais de que para eles tudo aquilo ainda vale a pena, simplesmente por ser verdadeiro demais pra ser trocado por algum descanso. Voltarão pra casa roucos, suados, cansados, sujos e com o corpo moído. Talvez até sem saber o que responder se alguém lhes perguntar o porquê de ainda viverem aquilo. Mas eles bem sabem a resposta e ela é simples como queriam que o cotidiano fosse: ainda vale a pena!

1 Comments:
Tomar nu cu!!!ki txt bom da porra!!!!paguei pau aeh!!!!!
fdaaaaaaaaaaaaa!!!!!!
dudu!
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