Muita delicadeza em cada grão de beleza. Muita beleza em cada olhar tímido que sempre me fazia ter vontade de abraçá-la. Muita vida em cada gota de tinta das tatuagens que eu adorava contornar com os dedos. E voltar aos grãos, com um dedo em cada um, sem nenhuma pressa ligando os pontos por todo o corpo, imaginando se existia pele mais macia que aquela. Pressa é tudo que eu menos tinha nesses momentos. Queria arrastá-los, enquanto eles fugiam. Pareciam minutos, mas eram noites inteiras e muitas vezes o sol chegava e os olhos ainda estavam abertos, naquele diálogo silencioso em que o desejo ainda existia calmo para, alguns instantes e lençóis bagunçados depois, se manifestar com furor, mas ainda assim sem perder a delicadeza. Ela era daquele tipo que consegue te dizer foda-se e se manter apaixonantemente delicada. E você sabe, né... não demorou muito e eu queria mais. Eu sempre quero mais. Posso ver o iminente perigo de dar merda como quem se entorpece com química, mas ainda assim quero mais e, modéstia à parte, na maioria das vezes, tenho.
Queria fotografar cada grão, cada olhar. E tinha que ser com muito desfoque, tipo abertura 1.2, não só pela estética mas porque era assim que eu me sentia perto dela, nitidamente só via os grãos, o jeito de olhar, os belos e grandes olhos, a timidez encantadoramente charmosa, a baixa estatura... Era covardia demais comigo, não tinha como eu não querer mais! Assim como não tinha como, mais cedo ou mais tarde, não dar merda.
Queria fotografar cada grão, cada olhar. E tinha que ser com muito desfoque, tipo abertura 1.2, não só pela estética mas porque era assim que eu me sentia perto dela, nitidamente só via os grãos, o jeito de olhar, os belos e grandes olhos, a timidez encantadoramente charmosa, a baixa estatura... Era covardia demais comigo, não tinha como eu não querer mais! Assim como não tinha como, mais cedo ou mais tarde, não dar merda.

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